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PALAVRAS DO PAPA BENTO XVI PARA A JUVENTUDE!

PALAVRAS DO PAPA BENTO XVI PARA A JUVENTUDE

Deus, Fonte do Amor - O primeiro momento refere-se à fonte do amor verdadeiro, que é única: é Deus. São João ressalta bem este aspecto ao afirmar que “Deus é amor” (1 Jo 4, 8.16); agora ele não quer dizer apenas que Deus nos ama, mas que o próprio ser de Deus é amor. Estamos aqui diante da revelação mais luminosa da fonte do amor que é o mistério trinitário: em Deus, uno e trino, há um intercâmbio eterno de amor entre as pessoas do Pai e do Filho, e este amor não é uma energia ou um sentimento, mas uma pessoa, é o Espírito Santo.

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

NOTA DE ESCLARECIMENTO DO BISPO DIOCESANO 06/02/2012

O Nosso Bispo Dom Mauro Montagnoli, vem a público esclarecer alguns fatos decorrentes a respeito de uma "outra denominação cristã"., que se apresenta em nossa Diocese e acima de tudo em nossa Cidade de Ilhéus. Leia o artigo abaixo...

DOM MAURO MONTAGNOLI CSS
BISPO DE ILHÉUS
Avenida Central, 1181 – Jardim Savóia CEP 45658-260 Ilhéus – BA
 Telefone (73) 3639-1844 - e-mail: dommauro@gmail.com

Dom Mauro Montagnoli, CSS, Bispo da Diocese de Ilhéus, para “o maior bem das almas”, vem a público esclarecer o que segue:
1. O senhor Nildemar Andrade Santos, RG 2482433 SSP/BA e CPF 182038175-72, está suspenso de todos os atos do poder de ordem e de regime e do exercício das funções inerentes ao ofício de padre, e se demitiu do seu estado clerical na nossa Igreja Católica Apostólica Romana, e está impedido de celebrar os sacramentos e os sacramentais.
2. Ele se filiou à Igreja Católica Apostólica de Comunhão Anglicana do Cone Sul da América, Diocese do Recife, que é uma dissidência da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a legítima representante dos anglicanos no Brasil.
2. A Igreja Católica Apostólica de Comunhão Anglicana não é a mesma coisa que a Igreja Católica Apostólica Romana. Ela é um cisma, uma separação.
 3. Cisma é a recusa de sujeição ao Sumo Pontífice, o Papa, ou de comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos, os bispos, de acordo com o cânon 751 do Código de Direito Canônico.
4. O cismático incorre em excomunhão latae sententiae, de acordo com o cânon 1364 § 1. Quem comete esse ato é excomungado, isto é, fica automaticamente fora da comunhão eclesial.
5. O senhor Nildemar Andrade Santos praticou o cisma. Ele está fora da comunhão com o Papa e o Bispo diocesano.
6. Quem o segue também incorre em excomunhão porque está abandonando a fé católica e aderindo a outra confissão religiosa.
7. Quem participa das celebrações promovidas pelo senhor Nildemar Andrade Santos está impedido de receber os sacramentos, ser padrinho ou madrinha de batismo, crisma e matrimônio, e de exercer qualquer ofício como ministro extraordinário da sagrada comunhão ou da palavra, coordenador ou coordenadora de associação religiosa, movimento ou pastoral na nossa Igreja Católica Apostólica Romana.
Jesus fala no evangelho que aquele que não der ouvidos à igreja, “seja tratado como se fosse um pagão ou publicano” (Mt 18,17). São Paulo na carta aos romanos diz: “Rogo-vos, irmãos, acautelai-vos dos que provocam dissensões e escândalos, contrariando o ensinamento que aprendestes; afastai-vos deles. Esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, mas ao próprio ventre. Com um palavreado bonito e lisonjeiro, enganam os simples” (Rm 16,17-18). E São João escreve: “Se alguém chega até vós trazendo outra doutrina que não esta, não o recebais em casa, nem o cumprimenteis. Pois quem o cumprimenta participa de suas obras más” (2Jo 10-11).
Esta nota seja lida em todas as paróquias e comunidades na diocese de Ilhéus e afixada na cúria diocesana e em todas as igrejas e capelas.
Ilhéus, 06 de fevereiro de 2012
Dom Mauro Montagnoli CSS
Bispo diocesano de Ilhéus

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

OUTUBRO, MÊS DAS MISSÕES

O capítulo 10 do Evangelho de São Mateus é todo “missionário”. O Evangelista reúne as instruções de Jesus aos discípulos amados, que chamou para estarem com ele e enviar “em missão” (Mt 10,5).
Depois da Ressurreição, obedecendo à caridade de Cristo, impelidos pela alegria da Boa-Nova, os discípulos e as discípulas partiram para formar comunidades, a partir da Igreja Mãe, a comunidade de Jerusalém. Lembramos que, exceto Tiago, é provável que todos os Apóstolos tenham morrido em missão. Pedro e Paulo foram matirizados em Roma. O Livro dos Atos dos Apóstolos e as Cartas mostram esse vigor e entusiasmo pelo amor do Pai, “derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5).
Houve outras fases de ímpeto missionário, por exemplo, quando São Francisco Xavier abriu as portas para Cristo no distante Oriente, da Índia ao Japão; ou no tempo de Santa Teresinha, quando a Europa católica esquecia seus problemas para enviar filhos e filhas a Ásia, África, América e até às ilhas da Oceania. Também as Igrejas do protestantismo participaram desse entusiasmo, assim como tiveram seus mártires e escreveram páginas belíssimas da história cristã.
É muito forte ainda hoje o imperativo com que o Beato João Paulo II abriu o terceiro milênio da era cristã. Na sua carta apostólica No início do novo milênio, de 2011, ele nos convida a seguir em frente, com esperança. Abre-se para a Igreja um vasto oceano onde aventurar-se com a ajuda do Senhor. É o próprio Cristo, por nós contemplado e amado, que nos convida uma vez mais a nos colocar a caminho: “Ide, pois, fazer discipulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19).
O mandato missionário nos convida a ter o mesmo entusiasmo dos cristãos da primeira hora, pois, no planeta, a Igreja constitui somente 17% da humanidade que, portanto, na sua maioria, ainda deve ser evangelizada. O mes missionário vem nos motivar e ajudar no aprofundamento da nossa vocação missionária para contribuir cada vez mais na ação evangelizadora.         
Participando da intenção do Santo Padre para o mes Missionário vamos rezar para que o Coração de Jesus nos conceda a alegria dos tempos apostólicos: “O número dos crentes no Senhor crescia cada vez mais. Era uma verdadeira multidão de homens e mulheres” (At 5,14).


Dom Mauro Montagnoli
Bispo Diocesano de Ilhéus

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Bíblia, A Palavra de Deus

Certa vez, perguntaram a um peão de fazenda: - Você acredita em Deus? - respondeu ele - Aqui, só o gato não acredita em Deus. Quem não o conhece no sol, nas águas e nas estrelas? - Ouvindo este fato, seu Zé comentou:  - Eu entendo que a natureza é como um livro aberto que nos fala de um Deus grande, poderoso bom e generoso que nos ama e criou tudo o que existe por nosso amor. Mas acontece cada coisa neste mundo de Deus! Tem milhões de famílias sem terra, sem casa, sem trabalho, sem salário, sem saúde... Milhões de crianças morrendo de fome... Violências, injustiças, exploração, assassinatos, roubos drogas... Eu fico me perguntando "Por quê? De quem é a culpa?" Gostaria de saber  o que o próprio Deus pensa a respeito de tudo isso? Aliás, gostaria mesmo de saber o que se passa na cabeça e no coração de Deus, que planos Ele tem? O que Ele quer da gente? Como Ele faz para distinguir o que estar certo daquilo que está errado... E muitas outras coisas! Gostaria, mas onde encontrar a resposta? No livro da natureza que Deus escreveu? nem tudo está tão claro assim,; pelo menos para mim. Será que Deus não podia escrever um outro livro, um pouco mais claro?"
Escreveu sim! - Respondeu seu Joaquim. Desus escreveu um segundo livro para nós: é o livro da Bíblia! lendo este livro com fé e perseverança, pessoalmente e em comunidade, podemos aos poucos, conhecer melhor a Deus e a nós mesmos. - Já ouvi falar deste livro - disse Pedro, inclusive procurei ler algumas páginas, mas achei tão difícil e complicado, que desisti!
* Mensagem tirada do livro "QUEREMOS SER DISCÍPULOS E MISSIONÁRIOS DE JESUS Para a Catequese da Crisma - IV Edição, da Diocese de Livramento de Nossa Senhora - Bahia!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

NOSSO DEUS É O DEUS DA DIVINA MISERICORDIA

Dom Mauro Montagnoli

No primeiro dia da semana os discípulos estão reunidos, ainda com medo das autoridades judaicas e romanas. O Senhor ressuscitado se coloca no meio deles. Quem não está na comunidade não vê o Senhor. Oito dias depois, novamente Jesus põe-se no meio deles e Tomé faz a sua grande profissão de fé.
O Senhor apresenta-se com os sinais gloriosos da paixão; sopra sobre eles e lhes transmite o Espírito.
O texto do Evangelho de João, capitulo 20, versículos 19 a 31, narra a aparição de Jesus aos discípulos na tarde do mesmo dia, o primeiro da semana, isto é, no dia da Páscoa.
Assim, o evangelista recorda o costume dos cristãos, que à tarde do domingo, costumavam celebrar a eucaristia como memorial da ressurreição do Senhor. “Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: A paz esteja convosco (Jo 20,19).
Jesus ressuscitado comunica a paz verdadeira, que liberta do medo e infunde confiança. Ele se dá a conhecer aos discípulos, mostrando-lhes as mãos e o lado, as marcas, sinais, os estigmas da paixão. Os discípulos exultam de alegria porque descobrem que o Senhor está vivo. A paz e a alegria são dons do Cristo ressuscitado, que possibilitam reconhecer a sua presença no meio da comunidade reunida.
Como o Pai o havia enviado, Jesus envia seus discípulos para a missão, revestindo-os com a vida nova do Espírito, que os capacita para libertar do pecado, da opressão. O sopro, que lembra Gn 2,7, caracteriza a nova criação, a vida nova que surge a partir da ressurreição de Jesus. O Espírito Santo, prometido antes da partida de Jesus (Jo 16,7), renova o universo e assegura o êxito no trabalho missionário.
Oito dias depois”, Jesus aparece novamente aos discípulos, desta vez na presença de Tomé, repreendido por causa de sua incredulidade. Tomé, como representante de todos os cristãos que aderem ao Senhor, faz uma profunda profissão de fé: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20,28). Acreditar em Cristo morto e ressuscitado é o núcleo central da mensagem cristã.
O ensinamento dos apóstolos, a escuta da palavra, a celebração da eucaristia, as orações, a comunhão fraterna é que dão sustento à vida e à missão das comunidades primitivas (cf. Atos 2,42-47). A simplicidade, a alegria e a solidariedade atraem o povo, multiplicando o número dos seguidores de Jesus. A nova forma de vida da comunidade testemunha a presença de Jesus ressuscitado em seu meio.
O Salmo 117(118), relido na perspectiva cristã, convida a dar graças pela vitória de Cristo. “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular” (v. 22). Com esse versículo, a Igreja primitiva procurou entender a rejeição e morte de Jesus por seu próprio povo (cf. Mt 21,42; At 4,11; lPd 2,7). Por meio da ressurreição, Cristo tornou-se pedra angular do edifício, o alicerce da vida cristã.
São Pedro escreve aos cristãos que vivem em meio a provações e discriminações e perseguições, e reafirma sua fé e esperança em Cristo ressuscitado (cf. lPd 1,3-9).
Os textos da Sagrada Escritura acentuam a realidade da ressurreição e a profissão de fé no Senhor ressuscitado. “Felizes os que acreditam sem terem visto”. A Palavra e o testemunho de fé dos apóstolos que viram o Senhor vivo e ressuscitado, nos possibilitam crer sem ver. Como Tomé, podemos fazer uma profunda profissão de fé a partir do encontro com Jesus na comunidade reunida para a celebração dominical.
Vale para nós também o elogio que Pedro faz aos seus ouvintes: “Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria inefável e gloriosa, pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação” (lPd 1,8-9). Somos chamados a participar da alegria da salvação, testemunhando a ressurreição de Cristo mediante a paz, a esperança, a vida nova.

Somente a partir de uma vida alicerçada na fé e na partilha solidária, é que a comunidade dos crentes testemunha que Cristo está vivo, ressuscitado. A presença do Senhor abre as portas do nosso coração e nos faz romper as barreiras do medo, enviando-nos em missão com a força do seu Espírito.
Que o Senhor Ressuscitado fortaleça em nós a fé e a esperança e nos torne construtores de um mundo novo de partilha, fraternidade e solidariedade.

Dom Mauro Montagnoli
Bispo de Ilhéus

sábado, 18 de junho de 2011

A SANTÍSSIMA TRINDADE - Prof. Felipe Aquino

O Mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Deus se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo. Foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem nos revelou este mistério. Ele falou do Pai, do Espírito Santo e d'Ele mesmo como Deus. Logo, não é uma verdade inventada pela Igreja, mas revelada por Jesus. Não a podemos compreender, porque o Mistério de Deus não cabe em nossa cabeça, mas é a verdade revelada.
Santo Agostinho (†430) dizia que: “O Espírito Santo procede do Pai enquanto fonte primeira e, pela doação eterna deste último ao Filho, do Pai e do Filho em comunhão” (A Trindade, 15,26,47). Só existe um Deus, mas n'Ele há três Pessoas divinas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Não pode haver mais que um Deus, pois este é absoluto. Se houvesse dois deuses, um deles seria menor que o outro, e Deus não pode ser menor que outro, pois não seria Deus.
A Trindade é Una. “Não professamos três deuses, mas um só Deus em três Pessoas: “A Trindade consubstancial” (II Conc. Constantinopla, DS 421). “O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus por natureza” (XI Conc. Toledo, em 675, DS 530). “Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina” (IV Conc. Latrão, em 1215, DS 804).
O primeiro Catecismo, chamado "Didaqué", do ano 90 dizia: "No que diz respeito ao Batismo, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo em água corrente. Se não houver água corrente, batizai em outra água; se não puder batizar em água fria, façais com água quente. Na falta de uma ou outra, derramai três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Didaqué 7,1-3).
São Clemente de Roma, Papa no ano 96, ensinava: "Um Deus, um Cristo, um Espírito de graça" (Carta aos Coríntios 46,6). "Como Deus vive, assim vive o Senhor e o Espírito Santo" (Carta aos Coríntios 58,2). Santo Inácio, bispo de Antioquia (†107), mártir em Roma, afirmava: "Vós sois as pedras do templo do Pai, elevado para o alto pelo guindaste de Jesus Cristo, que é a sua cruz, com o Espírito Santo como corda" (Carta aos Efésios 9,1).
"Procurai manter-vos firmes nos ensinamentos do Senhor e dos Apóstolos, para que prospere tudo o que fizerdes na carne e no espírito, na fé e no amor, no Filho, no Pai e no Espírito, no princípio e no fim, unidos ao vosso digníssimo bispo e à preciosa coroa espiritual formada pelos vossos presbíteros e diáconos segundo Deus. Sejam submissos ao bispo e também uns aos outros, assim como Jesus Cristo se submeteu, na carne, ao Pai, e os apóstolos se submeteram a Cristo, ao Pai e ao Espírito, a fim de que haja união, tanto física como espiritual" (Carta aos Magnésios 13,1-2).
São Justino, mártir no ano 151, escreveu essas palavras ao imperador romano Antonino Pio: "Os que são batizados por nós são levados para um lugar onde haja água e são regenerados da mesma forma como nós o fomos. É em nome do Pai de todos e Senhor Deus, e de Nosso Senhor Jesus Cristo, e do Espírito Santo que recebem a loção na água. Este rito foi-nos entregue pelos apóstolos" (I Apologia 61).

terça-feira, 14 de junho de 2011

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI Basílica de São Pedro Domingo 12/06/2011 - Solenidade de Pentecostes!

Queridos irmãos e irmãs!


Celebramos hoje a grande festa de Pentecostes. Se, em certo sentido, toda a liturgia solene da Igreja são grandes, esse Pentecostes é de uma forma única, pois marca, chegou ao qüinquagésimo dia, o cumprimento da morte evento da Páscoa, ea ressurreição de Jesus Cristo, através do dom do Espírito do Ressuscitado. Em Pentecostes, a Igreja preparou há alguns dias com sua oração, a oração repetida e intensa a Deus por uma renovada efusão do Espírito Santo sobre nós. A Igreja tem tão aliviada que aconteceu às suas origens, quando os Apóstolos, reunidos no Cenáculo de Jerusalém, "eram assíduos na oração, juntamente com algumas mulheres e Maria, mãe de Jesus, e seus irmãos" (Atos 1.14). Eles estavam reunidos em uma expectativa humilde e confiante de que a promessa do Pai que lhes é comunicado por Jesus: "Você não, muitos dias, serão batizados com o Espírito Santo ... recebereis poder quando o Espírito Santo que descerá sobre vós" (Atos 1,5.8 ).

Na liturgia de Pentecostes, a história dos Atos dos Apóstolos sobre o nascimento da Igreja (cf. Act 2,1-11), é o Salmo 103, o que ouvimos: um elogio de toda a criação, que elogia o Espírito Criador que fez todas as com sabedoria: "Quantas são as tuas obras, ó Senhor! Na sabedoria que você fez de tudo: a terra está cheia das tuas criaturas ... ela nunca será a glória do Senhor, alegra-se o Senhor nas suas obras "(Sl 103,24.31).O que diz a Igreja é esta: o Espírito, o Criador de todas as coisas, e do Espírito Santo que Cristo fez descer do Pai sobre a comunidade dos discípulos, são uma ea mesma coisa: a criação ea redenção não podem ser separados e, em profundidade , um único mistério de amor e salvação. O Espírito Santo é o Espírito Criador primeiro e depois a festa de Pentecostes também é criado. Para nós, cristãos, o mundo é o resultado de um ato de amor de Deus, que fez todas as coisas e para quem Ele está satisfeito porque é "bom", "muito bom", como ele diz que a história da criação (cf. Gn 1 0,1-31).Portanto, Deus não é totalmente Outro, anónimo e obscuro. Deus revela-se, tem um rosto, Deus é justo, Deus, Deus é amor, Deus é beleza. A fé no Espírito criador e fé no Espírito de Cristo Ressuscitado aos Apóstolos e dá a cada um de nós, então, estão inseparavelmente unidos.

A Segunda Leitura eo Evangelho de hoje vamos mostrar essa conexão. O Espírito Santo é quem nos faz reconhecer em Cristo o Senhor, e nos faz pronunciar a profissão de fé da Igreja: "Jesus é o Senhor" (cf. 1 Coríntios 12:03 b). Senhor é o título dado a Deus no Antigo Testamento, um título que, na leitura da Bíblia, tomou o lugar de seu nome impronunciável. O Credo da Igreja não é senão o desenvolvimento do que é dito com esta simples frase: "Jesus é o Senhor". Nesta profissão de fé, de São Paulo nos diz que esta é realmente a palavra ea obra do Espírito. Se queremos ser no Espírito Santo, temos de aderir a esse credo. Fazendo a nossa própria, aceitando-o como a nossa palavra, o acesso à obra do Espírito Santo. A expressão "Jesus é o Senhor" pode ser lido nos dois sentidos. Quer dizer: Jesus é Deus, enquanto Deus é Jesus, o Espírito Santo ilumina esta reciprocidade: a dignidade divina de Jesus, e Deus tem um rosto humano de Jesus mostra Deus em Jesus e que nos dá a verdade sobre nós mesmos. Ser iluminado por estas palavras é profundo no caso de Pentecostes.Recitando o Credo, nós entramos no mistério do primeiro Pentecostes, longe da agitação da Babel, aquelas vozes que clamam contra os outros, é uma transformação radical: a multiplicidade torna-se unidade multiforme, a força unificadora da Verdade é um crescente entendimento. Penso em nós juntos de todos os cantos da Terra, que, através do Espírito Santo, que nos faz entender, mesmo na diversidade de línguas, por meio de fé, esperança e amor, formando a nova comunidade da Igreja Deus
O Evangelho também nos dá uma imagem maravilhosa para esclarecer a relação entre Jesus, o Espírito Santo e do Pai: o Espírito Santo é representado como o sopro de Cristo ressuscitado (cf. Jo 20,22). O evangelista João tira uma foto aqui do relato da criação, onde se diz que Deus soprou em suas narinas o fôlego da vida (cf. Gn 2:7).O sopro de Deus é a vida. Ora, o Senhor está soprando em nossas almas o novo fôlego de vida, o Espírito Santo, a sua essência interior e, portanto, acolhe-nos na família de Deus através do Batismo e da Confirmação, fizemos este presente de uma maneira específica, Eucaristia e dos sacramentos da Penitência e continua a ser repetida: o Senhor sopra em nossas almas o sopro da vida. Todos os sacramentos, cada um à sua maneira, comunicar ao homem a vida divina através do Espírito Santo que nelas trabalham.
Na liturgia de hoje nos dar outra conexão. O Espírito Santo é o Criador, é tanto o Espírito de Jesus Cristo, mas para que o Pai, Filho e Espírito Santo são um eo mesmo Deus à luz da primeira leitura, nós acrescentamos: o Espírito Santo vivifica a Igreja .Ela não deriva de vontade humana, por reflexão, a habilidade do homem ou sua capacidade de organização, porque se foi há muito tempo teria morrido, tudo vai bem como humanos. A Igreja, porém, é o Corpo de Cristo, animada pelo Espírito Santo. As imagens do vento e do fogo, usado por São Lucas, para representar a vinda do Espírito Santo (cf. Act 2,2-3), que lembra a do Sinai, onde Deus se revelou ao povo de Israel e ofereceu a sua aliança; "Mount Sinai estava coberto de fumaça - lemos no livro do Êxodo - porque, em que era o Senhor desceu em fogo" (19:18). De fato, Israel comemorou o qüinquagésimo dia após a Páscoa, após a comemoração da fuga do Egito, como a festa do Sinai, a festa da Aliança. Quando Lucas fala em línguas de fogo para representar o Espírito Santo, é o chamado Pacto antiga, criada no âmbito da Lei recebidas de Israel no Sinai. Assim, o evento do Pentecostes é representado como um novo Sinai, como o dom de um novo pacto em que a aliança com Israel é estendido a todos os povos da Terra, caem todas as cercas da lei antiga e parece que seu coração mais santa e imutável, que é o amor, que teu Espírito Santo se comunica e divulga o amor que abraça tudo. Ao mesmo tempo, a lei amplia, se abre, apesar de ser simples é a Nova Aliança, o Espírito ", escreve" nos corações daqueles que crêem em Cristo. O alargamento da Aliança a todos os povos da Terra é representado por São Lucas, através de uma lista de pessoas durante um tempo considerável (cf. Act 2,9-11). Com isso, estamos disse algo muito importante: que a Igreja Católica, desde o início que a sua universalidade não é o resultado da inclusão das comunidades subseqüentes. Desde o primeiro momento, de fato, o Espírito Santo criou, como a Igreja de todos os povos, que abraça o mundo inteiro, transcendendo as fronteiras de raça, classe, nação, rompe todas as barreiras e une as pessoas na profissão de Deus Trino. Desde o início, a Igreja é una, católica e apostólica: esta é sua verdadeira natureza e como tal deve ser reconhecido. Ele é santo, não por causa da habilidade de seus membros, mas porque o próprio Deus, com seu Espírito, cria, purifica e santificou para sempre.
O evangelho de hoje dá-nos esta frase maravilhosa: "Os discípulos se alegraram por verem o Senhor" (Jo 20:20). Estas palavras são profundamente humano. O amigo perdeu mais uma vez presente, e que foi o primeiro choque boas-vindas. Mas diz muito mais. Como o amigo perdido não é de qualquer lugar, mas a partir da noite da morte, e ele passou isso! Ele não é qualquer um, mas também ele é o amigo e que é a verdade que faz os homens vivem, eo que dá é uma alegria qualquer, mas motivo de muita alegria, um dom do Espírito Santo. Sim, a vida é fácil, porque eles são amados, ea verdade é que me amar. Os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Hoje, o Pentecostes, essa expressão também é destinado a nós, porque podemos vê-Lo na fé, na fé, ele está entre nós e mostrar-nos as mãos eo lado, e nos alegramos. Então, nós suplicamos: Senhor, mostra-te! Diga-nos o dom da sua presença, e vamos ter o mais belo presente: sua alegria. Amém!

© Copyright 2011 - Libreria Editrice Vaticana
Tradução: Paulo Costa; Via Google Tradutor

sexta-feira, 10 de junho de 2011

PENTENCOSTES

Esta palavra está ligada ao número cinquenta. São cinquenta dias transcorridos após o domingo da Ressurreição, domingo da Páscoa, quando Cristo, após morrer na cruz e ser sepultado, apareceu vivo para os seus discípulos. Foi um acontecimento inédito e misterioso para todos eles. Pentecostes é um fato antigo e novo ao mesmo tempo. Ele é marcado por realidades que envolvem situações de mistério. A vinda do Espírito Santo transforma a vida das pessoas e atinge a maneira de ser das comunidades cristãs. Desperta atitudes de compromisso e testemunho na convivência social.
É festa da unidade porque faz superar divisões de raça e línguas no meio da diversidade dos dons. Faz as pessoas se colocarem a serviço umas das outras e edificar a comunidade. Com isto elas superam e ultrapassam seus limites simplesmente humanos.Nem sempre nos damos conta dos carismas que nos acompanham. Se bem utilizados, muitos bens podem acontecer no meio das pessoas. São iniciativas naturais desenvolvidas por cada indivíduo, enriquecendo e fortificando o bem comum.
A presença do Espírito Santo é como um laço forte que nos une e transforma o mundo em ambiente de convivência e de realizações que elevam a vida e o coração das pessoas na comunidade cristã. Cria ânimo e dinamismo social. Pentecostes é festa do perdão, da mútua solidariedade e de força decisiva na construção da comunidade Igreja. Desperta o calor da fé e da comunhão eclesial. Desinstala todos aqueles que vivem acomodados e abafando todas as suas qualidades e dons naturais.
Na cultura midiática, na era digital, a Igreja precisa ter a linguagem da justiça e do amor. Como diz Bento XVI, a linguagem da verdade. Ter em conta também a diversidade de possibilidades encontrada hoje nas diversas culturas e povos. O que vemos, nos novos tempos, encanta a todos nós. As possibilidades para a defesa da vida e de uma sociedade mais saudável estão muito patentes nos instrumentos de comunicação e nos organismos em geral. É necessário é que sejam bem usados na conquista do bem.

Por: DOM PAULO MENDES PEIXOTO BISPO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP

domingo, 5 de junho de 2011

SOLENIDADE DE PENTECOSTES - Homilia do Papa Bento XVI em 2010

Na solene celebração do Pentecostes, somos enviados a professar a nossa fé na presença e na acção do Espírito Santo e a invocar a sua efusão sobre nós, sobre a Igreja e sobre o mundo inteiro. Portanto, façamos nossa, e com intensidade particular, a invocação da própria Igreja:  Veni, Sancte Spiritus! Uma invocação tão simples e imediata, mas ao mesmo tempo extraordinariamente profunda, que brota em primeiro lugar do Coração de Cristo. Com efeito, o Espírito é o dom que Jesus pediu e pede continuamente ao Pai pelos seus amigos; o primeiro e principal dom que nos obteve com a sua Ressurreição e Ascensão ao Céu. Desta oração de Cristo fala-nos o trecho evangélico hodierno, que tem como contexto a Última Ceia. O Senhor Jesus disse aos seus discípulos:  "Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. E Eu suplicarei ao Pai e Ele dar-vos-á outro Consolador, a fim de permanecer convosco para sempre" (Jo 14, 15-16). Aqui revela-se-nos o Coração orante de Jesus, o seu Coração filial e fraterno.
Esta oração alcança o seu ápice e o seu cumprimento na cruz, onde a invocação de Cristo se identifica com o dom total que Ele faz de si mesmo, e deste modo o seu rezar torna-se por assim dizer o próprio selo do seu doar-se em plenitude por amor ao Pai e à humanidade:  invocação e doação do Espírito Santo encontram-se, compenetram-se e tornam-se uma única realidade. "E Eu suplicarei ao Pai e Ele dar-vos-á outro Consolador, a fim de permanecer convosco para sempre". Na realidade, a oração de Jesus  a da Última Ceia e a da cruz  é uma oração que permanece também no Céu, onde Cristo está sentado à direita do Pai. Com efeito, Jesus vive sempre o seu sacerdócio de intercessão a favor do povo de Deus e da humanidade, e portanto reza por todos pedindo ao Pai o dom do Espírito Santo.
A narração do Pentecostes no livro dos Actos dos Apóstolos  ouvimo-lo na primeira leitura  (cf.Act 2, 1-11) apresenta o "novo curso" da obra de Deus, encetado com a ressurreição de Cristo, obra que envolve o homem, a história e o cosmos. Do Filho de Deus morto e ressuscitado, que voltou para o Pai, emana agora sobre a humanidade com energia inédita o sopro divino, o Espírito Santo. E o que produz esta nova e poderosa autocomunicação de Deus? Onde existem lacerações e estraneidades, ela cria unidade e compreensão.
Tem início um processo de reunificação entre as partes da família humana, divididas e dispersas; as pessoas, muitas vezes reduzidas a indivíduos em competição ou em conflito entre si, alcançadas pelo Espírito de Cristo, abrem-se à experiência da comunhão, que pode empenhá-las a ponto de fazer delas um novo organismo, um novo sujeito:  a Igreja. Este é o efeito da obra de Deus:  a unidade; por isso, a unidade é o sinal de reconhecimento, o "cartão de visita" da Igreja no curso da sua história universal. Desde o início, do dia do Pentecostes, ela fala todas as línguas.
A Igreja universal precede as Igrejas particulares, as quais devem conformar-se sempre com ela, segundo um critério de unidade e universalidade. A Igreja nunca permanece prisioneira de confins políticos, raciais ou culturais; não se pode confundir com os Estados e nem sequer com as Federações de Estados, porque a sua unidade é de outro tipo e aspira a atravessar todas as fronteiras humanas.
Amados irmãos, disto deriva um critério prático de discernimento para a vida cristã:  quando uma pessoa, ou uma comunidade, se fecha no seu próprio modo de pensar e de agir, é sinal que se afastou do Espírito Santo. O caminho dos cristãos e das Igrejas particulares deve confrontar-se sempre com o da Igreja, una e católica, e harmonizar-se com ele. Isto não significa que a unidade criada pelo Espírito Santo é uma espécie de igualitarismo. Pelo contrário, ela é sobretudo o modelo de Babel, ou seja, a imposição de uma cultura da unidade que poderíamos definir "técnica". Com efeito, a Bíblia diz-nos (cf. Gn 11, 1-9) que em Babel todos falavam uma só língua.
Pelo contrário, no Pentecostes os Apóstolos falam línguas diferentes, de modo que cada um compreenda a mensagem no seu próprio idioma. A unidade do Espírito manifesta-se na pluralidade da compreensão. A Igreja é por sua natureza una e múltipla, destinada como está a viver em todas as nações, em todos os povos e nos mais diversificados contextos sociais. Ela responde à sua vocação, de ser sinal e instrumento de unidade de todo o género humano (cf. Lumen gentium, 1), apenas se permanece autónoma de qualquer Estado e de toda a cultura particular. Sempre e em cada lugar, a Igreja deve ser verdadeiramente católica e universal, a casa de todos, onde cada um se pode encontrar.

O PAPA CONTINUA...

A narração dos Actos dos Apóstolos oferece-nos também outra sugestão muito concreta. A universalidade da Igreja é expressa pelo elenco dos povos, segundo a antiga tradição:  "Somos Partas, Médios, Elamitas...", etc. Pode-se observar aqui que São Lucas vai além do número 12, que já expressa sempre uma universalidade. Ele olha além dos horizontes da Ásia e do noroeste da África, e acrescenta outros três elementos:  os "Romanos", ou seja, o mundo ocidental; os "judeus e prosélitos", incluindo de modo novo a unidade entre Israel e o mundo; e enfim "Cretenses e Árabes", que representam Ocidente e Oriente, ilhas e terra firme. Esta abertura de horizontes confirma ulteriormente a novidade de Cristo na dimensão do espaço humano, da história das gentes:  o Espírito Santo envolve homens e povos e, através deles, supera muros e barreiras.
No Pentecostes, o Espírito Santo manifesta-se como fogo. A sua chama desceu sobre os discípulos reunidos, acendeu-se neles e infundiu-lhes o novo ardor de Deus. Realiza-se assim aquilo que o Senhor Jesus tinha predito:  "Vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já tivesse sido ateado!" (Lc 12, 49). Juntamente com os fiéis das diversas comunidades, os Apóstolos levaram esta chama divina até aos extremos confins da Terra; abriram assim um caminho para a humanidade, uma senda luminosa, e colaboraram com Deus que com o seu fogo quer renovar a face da terra. Como é diferente este fogo, daquele das guerras e das bombas! Como é diverso o incêndio de Cristo, propagado pela Igreja, em relação aos que são acendidos pelos ditadores de todas as épocas, também do século passado, que atrás de si deixam terra queimada. O fogo de Deus, o fogo do Espírito Santo, é aquele da sarça que ardia sem se consumir (cf. Êx 3, 2). É uma chama que arde, mas não destrói; aliás, ardendo faz emergir a parte melhor e mais verdadeira do homem, como numa fusão faz sobressair a sua forma interior, a sua vocação à verdade e ao amor.
Um Padre da Igreja, Orígenes, numa das suas Homilias sobre Jeremias, cita um dito atribuído a Jesus, não contido nas Sagradas Escrituras mas talvez autêntico, que reza assim:  "Quem está comigo está junto do fogo" (Homilia sobre Jeremias l. I [III]). Com efeito, em Cristo habita a plenitude de Deus, que na Bíblia é comparado com o fogo. Há pouco pudemos observar que a chama do Espírito Santo arde mas não queima. E todavia, ela realiza uma transformação, e por isso deve consumir algo no homem, as escórias que o corrompem e o impedem nas suas relações com Deus e com o próximo.
Porém, este efeito do fogo divino assusta-nos, temos medo de nos "queimar", preferiríamos permanecer assim como somos. Isto depende do facto que muitas vezes a nossa vida é delineada segundo a lógica do ter, do possuir, e não do doar-se. Muitas pessoas crêem em Deus e admiram a figura de Jesus Cristo, mas quando se lhes pede que abandonem algo de si mesmas, então elas recuam, têm medo das exigências da fé. Existe o temor de ter que renunciar a algo de bonito, ao que estamos apegados; o temor de que seguir Cristo nos prive da liberdade, de certas experiências, de uma parte de nós mesmos. Por um lado, queremos permanecer com Jesus, segui-lo de perto, e por outro temos medo das consequências que isto comporta.
Caros irmãos e irmãs, temos sempre necessidade de ouvir o Senhor Jesus dizer-nos aquilo que Ele repetia aos seus amigos:  "Não tenhais medo!". Como Simão Pedro e os outros, temos que deixar que a sua presença e a sua graça transformem o nosso coração, sempre sujeito às debilidades humanas. Temos que saber reconhecer que perder algo, aliás, perder-se a si mesmo pelo Deus verdadeiro, o Deus do amor e da vida, é na realidade ganhar, encontrar-se mais plenamente a si próprio. Quem se confia a Jesus experimenta já nesta vida a paz e a alegria do coração, que o mundo não pode dar, e nem sequer pode tirar, uma vez que foi Deus quem no-las concedeu. Portanto, vale a pena deixar-se tocar pelo fogo do Espírito Santo! A dor que nos causa é necessária para a nossa transformação. É a realidade da cruz:  não é por acaso que, na linguagem de Jesus, o "fogo" é sobretudo uma representação do mistério da cruz, sem o qual o cristianismo não existe. Por isso, iluminados e confortados por estas palavras de vida, elevemos a nossa invocação:  Vinde, Espírito Santo! Ateai em nós o fogo do vosso amor! Sabemos que esta é uma oração audaz, com a qual pedimos para ser tocados pela chama de Deus; mas sabemos sobretudo que esta chama  e só ela  tem o poder de nos salvar. Para defender a nossa vida, não queremos perder a vida eterna que Deus nos quer conceder. Temos necessidade do fogo do Espírito Santo, porque só o Amor redime. Amém!


http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2010/documents/hf_ben- xvi_hom_20100523_pentecoste_po.htmlSite:

sábado, 4 de junho de 2011

ASCENSÃO DE JESUS AO CÉU

"Evangelho: (Mt 28, 16-20)
Os onze discípulos foram para a Galiléia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. Logo que o viram prostraram-se; alguns, porém, duvidaram. Então Jesus se aproximou e lhes disse: "Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observar tudo quanto vos mandei. Eis que eu estou convosco, todos os dias, até o fim do mundo."
Hoje, comemoramos a ascensão do Senhor. Jesus cumpriu a sua missão na terra e sobe ao céu, vai para junto do Pai. No entanto, convém ressaltar que o Céu não está localizado acima das nuvens, como nossa imaginação humana descreve.O Céu não é um local específico e tão distante. Jesus está bem mais próximo de nós do que imaginamos. Subir aos céus, ir para junto do Pai, não significa uma separação. Jesus nunca nos abandonou, nem nos deixou sozinhos.
O texto de hoje é o último capítulo do evangelho de São Mateus. Jesus, a única autoridade entre Deus e os homens, dá aos discípulos esta ordem: "Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.Durante os quarenta dias de permanência na terra, após sua ressurreição, Jesus aparece por diversas vezes aos seus discípulos. Depois, retorna ao Pai na Glória Celeste. Agora cabe aos seus seguidores, guiados pelo Espírito Santo, continuar a obra de Jesus.
Como sempre, a mensagem deste evangelho é atual. Nós somos os discípulos! Cabe a cada um de nós a difícil tarefa de transformar todos os povos em discípulos seguidores de Jesus. Esse trabalho seria difícil e, até mesmo impossível, se estivéssemos sós, porém Jesus promete que nunca nos abandonar "Eis que estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo". Estas palavras devem nos estimular, devem servir de alavanca para nos levar a assumir a evangelização. Assumir com garra nossa "herança" batismal, que é levar aos povos a Boa Nova da presença de Deus entre nós.
Jesus continua presente entre nós, presente em nossos lares e na comunidade. é uma presença invisível, mas real, concreta. Jesus está presente na sua Palavra e na Eucaristia. Está presente em nossas vidas, no nosso trabalho, em nossos momentos de oração, nos momentos felizes e, principalmente, nas horas de angústia.
Jesus é uma presença constante, está sempre ao lado de sua Igreja. Jesus está presente no nosso próximo. Presente, sobretudo naqueles que sofrem, nos pobres, nos humildes e nos menores. Quem quer de fato encontrar Jesus, deve procurá-lo entre os oprimidos, fracos e pequenos. "Ele está no meio de nós!" Com muita convicção recitamos estas palavras nas nossas celebrações. Essa certeza deve acompanhar-nos sempre. Jesus continua presente em nossa vida, na história e nos acontecimentos do dia-a-dia. Jesus está ao lado de quem o anuncia e observa suas Palavras.
O Sacramento do Batismo nos incorpora a Cristo e à sua Igreja. O batismo nos confere a missão de propagar o evangelho e de testemunhar o amor do Pai que está manifestado em Jesus. é o Espírito Santo quem nos sustenta nessa missão, quem dá forças, esperança e alegria. Com muita fibra, com perseverança, vamos viver e ensinar tudo aquilo que Jesus nos deixou. O mundo precisa aprender a praticar a justiça e a caridade em favor dos pobres e marginalizados.
Autor: Jorge Lorente - www.miliciadaimaculada.org.br

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

QUAL A FINALIDADE DA LITURGIA - Assunto de Sabado!



Objetivo: Refletir sobre a finalidade da liturgia e o manancial de graça que ela representa, a fim de não reduzi-la ao estético e ao cerimonial.
Reflexão: Mc. 5, 25-34


A Igreja celebra os sacramentos em obediência à vontade do Senhor Como a mulher que toca a ponta de seu manto provocando a força curadora de Cristo. Hoje em dia, o Senhor Glorioso continua comunicando sua força, que cura, que alimenta e que perdoa. Muitas vezes fomos acostumados a olhar as celebrações da Igreja e admirar somente sua expressão externa se os cantos estavam bons, como o pessoal se vestia ou se comportava... e daí por diante. Mas precisamos antes prestar atenção ao espírito em que todas essas coisas se realizam. Os sinais palavra, luz, vinho, óleo e pão, os gestos soprar, ficar de pé, sentar, ajoelhar, impor as mãos e as orações querem nos levar a participar da Páscoa de Cristo. A liturgia e os sacramentos tornam presente a graça de Deus invisível. Partimos do que vemos para alcançarmos o que não vemos. Segundo São Leão Mágno o que era visível em nosso Salvador passou para os sacramentos da Igreja.
Deus transcende o invisível e age concretamente na história em favor da salvação da humanidade, através de sinais visíveis, acontecimentos que se perpetuam, em seu conteúdo salvifico, em ritos memoriais como a travessia do Mar Vermelho ou a Ressurreição de Jesus. Esses eventos são denominados mistérios, pois são decorrentes do próprio mistério que é Cristo. Eles têm por função aperfeiçoar e completar a revelação, confirmando-a pelo testemunho divino.
Para cristo converge o plano da salvação. Ele é o sinal da presença de Deus, o mediador e o mistério revelador do eterno plano do Amor de Deus para a humanidade. Cristo se fez homem para nos salvar; por isso Ele é o sacramento do Pai, a expressão visível do Invisível. A liturgia continua no tempo a ação de Cristo; ela é o exercício do sacerdócio de Cristo na Igreja. A ação salvadora que brota de seu lado aberto na cruz continua viva e eficaz na Igreja. O Mistério pascal de Cristo sua paixão, morte, Ressurreição e ascensão é o ponto culminante de toda a vida e obra de Jesus. A Páscoa é realmente o centro de toda a história da Salvação. Desde que Jesus se tornou um de nós pela encarnação, Ele nos uniu a si pelo dom do Espírito Santo, que é o fruto da sua Páscoa, somos um com Ele e Ele conosco, como membro de seu corpo místico, como filhos e filhas do Pai do céu.
Todos os sacramentos procedem da Páscoa. Desde o dia do Batismo em que fomos submergidos em Cristo, até a hora da morte, a última Páscoa do cristão, participamos da sua Páscoa doando a vida, servindo e amando o próximo como Ele o fez, a ponto de morrer na cruz. Todo o caminho é uma vivência progressiva da Páscoa de Cristo comunicada a cada um de nós. Dessa forma, a liturgia, o Ano Litúrgico e todos os sacramentos tem a tarefa comum de produzir a configuração da pessoa na Páscoa de Cristo.
Em nossa história presente, o próprio Cristo ressuscitado, vivo e vivificador, segue atuando em nós. Cristo Glorificado age agora por meio dos sacramentos instituídos por Ele para comunicar a sua Graça. Todos os outros acontecimentos da história, acontecem uma vez e depois passam, são engolidos pelo passado. Já o mistério Pascal de Cristo não pode permanecer somente no passado, mas participa da eternidade divina, abraça todos os tempos e se mantém permanentemente presente. Os sacramentos são eficazes porque quem atua neles é o próprio Cristo.


ORAÇÃO


COMENTARISTA: O Reino de Deus é um acontecimento que coincide com a pregação e o ministério de Jesus, sendo Ele mesmo a Boa-Nova. Jesus permanece vivo em sua Igreja. A vinda do Reino é reconhecível pela fé e nos sinais que Jesus realiza.
LEITOR 1: Jesus veio proclamando a Boa-Nova de Deus: completou-se o tempo, e o reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede na Boa-Nova. Marcos: 1,14b-15.
TODOS: Venha a nós o Vosso Reino. Vinde Senhor Jesus!
LEITOR 2: Jesus vai a casa de Zaqueu, homem rico e chefe dos publicamos coletores de impostos e tidos como pessoas impuras porque extorquiam o povo. Após Zaqueu se converter, Jesus proclama: hoje aconteceu a salvação para esta casa. O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido. Lucas: 19,9b-10
TODOS: Venha a nós o Vosso Reino. Vinde Senhor Jesus!
LEITOR 1: Enquanto estava a mesa na casa de Mateus, vieram muitos publicanos e pecadores, sentaram-se a mesa com Jesus e seus discípulos. Mateus: 9,10
TODOS: Venha a nós o Vosso Reino. Vinde Senhor Jesus!
LEITOR 2: Jesus Responde aos emissários de João Batista: Ide contar a João o que estás ouvindo e vendo: cegos recuperam a vista, paralíticos andam, leprosos são curados, surdos ouvem, mortos ressuscitam e aos pobres se anuncia a boa nova. Mateus 11,4.
TODOS: Venha a nós o Vosso Reino. Vinde Senhor Jesus!
COMENTARISTA: O Espírito Santo continua a missão de Cristo no mundo, faz o reino prosseguir na história até ser tudo em todos.
LEITOR 1: Quando ele vier, o Espírito da Verdade, vos guiará em toda a verdade. Ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo quanto tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir. João 16,13
TODOS: Venha Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
CATEQUISTA: Senhor nosso Deus, que pela luz do Espírito Santo instruístes os corações dos vossos fiéis, fazei-nos dóceis ao mesmo Espírito para que apreciemos todas as coisas, segundo o mesmo Espírito, e gozemos sempre de sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso.

A LITURGIA - Assunto do dia 27 de novembro!



Objetivo: Refletir sobre a finalidade da liturgia e o manancial de graça que ela representa, a fim de não reduzi-la ao estético e ao cerimonial.
Reflexão: Mc. 5, 25-34
A Igreja celebra os sacramentos em obediência à vontade do Senhor Como a mulher que toca a ponta de seu manto provocando a força curadora de Cristo. Hoje em dia, o Senhor Glorioso continua comunicando sua força, que cura, que alimenta e que perdoa.
Muitas vezes fomos acostumados a olhar as celebrações da Igreja e admirar somente sua expressão externa se os cantos estavam bons, como o pessoal se vestia ou se comportava... e daí por diante. Mas precisamos antes prestar atenção ao espírito em que todas essas coisas se realizam. Os sinais palavra, luz, vinho, óleo e pão, os gestos soprar, ficar de pé, sentar, ajoelhar, impor as mãos e as orações querem nos levar a participar da Páscoa de Cristo. A liturgia e os sacramentos tornam presente a graça de Deus invisível. Partimos do que vemos para alcançarmos o que não vemos. Segundo São Leão Mágno o que era visível em nosso Salvador passou para os sacramentos da Igreja.
Deus transcende o invisível e age concretamente na história em favor da salvação da humanidade, através de sinais visíveis, acontecimentos que se perpetuam, em seu conteúdo salvifico, em ritos memoriais como a travessia do Mar Vermelho ou a Ressurreição de Jesus. Esses eventos são denominados mistérios, pois são decorrentes do próprio mistério que é Cristo. Eles têm por função aperfeiçoar e completar a revelação, confirmando-a pelo testemunho divino.
Para Cristo converge o plano da salvação. Ele é o sinal da presença de Deus, o mediador e o mistério revelador do eterno plano do Amor de Deus para a humanidade. Cristo se fez homem para nos salvar; por isso Ele é o sacramento do Pai, a expressão visível do Invisível. A liturgia continua no tempo a ação de Cristo; ela é o exercício do sacerdócio de Cristo na Igreja. A ação salvadora que brota de seu lado aberto na cruz continua viva e eficaz na Igreja. O Mistério pascal de Cristo sua paixão, morte, Ressurreição e ascensão é o ponto culminante de toda a vida e obra de Jesus. A Páscoa é realmente o centro de toda a história da Salvação. Desde que Jesus se tornou um de nós pela encarnação, Ele nos uniu a si pelo dom do Espírito Santo, que é o fruto da sua Páscoa, somos um com Ele e Ele conosco, como membro de seu corpo místico, como filhos e filhas do Pai do céu.
Todos os sacramentos procedem da Páscoa. Desde o dia do Batismo em que fomos submergidos em Cristo, até a hora da morte, a última Páscoa do cristão, participamos da sua Páscoa doando a vida, servindo e amando o próximo como Ele o fez, a ponto de morrer na cruz. Todo o caminho é uma vivência progressiva da Páscoa de Cristo comunicada a cada um de nós. Dessa forma, a liturgia, o Ano Litúrgico e todos os sacramentos tem a tarefa comum de produzir a configuração da pessoa na Páscoa de Cristo.
Em nossa história presente, o próprio Cristo ressuscitado, vivo e vivificador, segue atuando em nós. Cristo Glorificado age agora por meio dos sacramentos instituídos por Ele para comunicar a sua Graça. Todos os outros acontecimentos da história, acontecem uma vez e depois passam, são engolidos pelo passado. Já o mistério Pascal de Cristo não pode permanecer somente no passado, mas participa da eternidade divina, abraça todos os tempos e se mantém permanentemente presente. Os sacramentos são eficazes porque quem atua neles é o próprio Cristo.
Oração
Comentarista: O Reino de Deus é um acontecimento que coincide com a pregação e o ministério de Jesus, sendo Ele mesmo a Boa-Nova. Jesus permanece vivo em sua Igreja. A vinda do Reino é reconhecível pela fé e nos sinais que Jesus realiza.
Leitor 1: Jesus veio proclamando a Boa-Nova de Deus: completou-se o tempo, e o reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede na Boa-Nova. Marcos: 1,14b-15.
Todos: Venha a nós o Vosso Reino. Vinde Senhor Jesus!
Leitor 2: Jesus vai a casa de Zaqueu, homem rico e chefe dos publicamos coletores de impostos e tidos como pessoas impuras porque extorquiam o povo. Após Zaqueu se converter, Jesus proclama: hoje aconteceu a salvação para esta casa. O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido. Lucas: 19,9b-10
Todos: Venha a nós o Vosso Reino. Vinde Senhor Jesus!
Leitor 1: Enquanto estava a mesa na casa de Mateus, vieram muitos publicanos e pecadores, sentaram-se a mesa com Jesus e seus discípulos. Mateus: 9,10
Todos: Venha a nós o Vosso Reino. Vinde Senhor Jesus!
Leitor 2: Jesus Responde aos emissários de João Batista: Ide contar a João o que estás ouvindo e vendo: cegos recuperam a vista, paralíticos andam, leprosos são curados, surdos ouvem, mortos ressuscitam e aos pobres se anuncia a boa nova. Mateus 11,4.
Todos: Venha a nós o Vosso Reino. Vinde Senhor Jesus!
Comentarista: O Espírito Santo continua a missão de Cristo no mundo, faz o reino prosseguir na história até ser tudo em todos.
Leitor 1: Quando ele vier, o Espírito da Verdade, vos guiará em toda a verdade. Ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo quanto tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir. João 16,13
Todos: Venha Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Catequista: Senhor nosso Deus, que pela luz do Espírito Santo instruístes os corações dos vossos fiéis, fazei-nos dóceis ao mesmo Espírito para que apreciemos todas as coisas, segundo o mesmo Espírito, e gozemos sempre de sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso.